terça-feira, 17 de julho de 2018

Para CONHECER e CURTIR: # UNESCO - Diversidade e desenvolvimento sustentável. Trabalhos premiados #03




Olá pessoas queridas!

Como dito na ultima postagem sobre essa temática – se você não viu, clique Aqui - As Nações Unidas estabeleceram o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento (10 de novembro) com o objetivo de promover o envolvimento dos diversos setores da sociedade na discussão de temas relacionados ao desenvolvimento científico e tecnológico e a sua influência no cotidiano das pessoas.

Em 2008, em função do Ano Internacional do Planeta Terra 2007/2009, alunos do ensino médio de todo o Brasil e seus respectivos professores orientandos foram convidados a pensar sobre o tema: Diversidade e Desenvolvimento Sustentável. Esse tema se refere à diversidade biológica, ambiental, étnica e cultural, e à construção de um estilo de vida a ser adotado por uma sociedade consciente dos valores que integram o conceito de “desenvolvimento sustentável”.





Já apresentamos os dez melhores desenhos e agora, daremos continuidade na apresentação dos dez melhores trabalhos apresentados e selecionados pela UNESCO naquele ano, mas que mostra a dedicação de seus autores sobre esse tema que afeta toda a população do mundo. Se você ainda não viu o trabalho selecionado com o primeiro lugar , clique .aqui.


Então... Segue o segundo lugar dos TOP 10 + trabalhos selecionados pela UNESCO:



3º Lugar - DIVERSIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

Estudante: Tylara Diniz Reis Cavalcante
Professora-orientadora: Auriane Menses Mesquita
Colégio Militar de Brasília - Brasília/DF




RESUMO

A humanidade tem experimentado uma nova convivência planetária. Hoje, em plena sociedade do conhecimento, as pessoas vão sendo conectadas umas às outras em velocidade jamais vista antes; são fios invisíveis que tramam a grande rede social. Estima-se que mais de 800 milhões de pessoas tenham acesso a informações instantâneas em todo o mundo; porém, isso por si só não garante que os temas voltados às necessidades de preservação dos diversos biomas existentes, bem como o uso racional dos recursos naturais, sobretudo os não-renováveis, sejam amplamente compartilhados. Nesse sentido, o trabalho de pesquisa ora apresentado visa a sistematizar as políticas publicas que vem sendo implantadas no Brasil com o objetivo de conscientizar não só os seus cidadãos – através de programa de educação ambiental -, mas também os de outros países a práticas que respeitem as diversidades e privilegiem o desenvolvimento sustentável de um dos maiores “hotspots” mundiais presentes em seu território, a mata atlântica. A proposta  é construir um catálogo de endereços que contenha os principais sítios na internet que tratam do assunto, de modo a ampliar a sua divulgação e servir como fonte de pesquisa.






Notas do autor:


Longe de tentar esgotar o assunto, a intenção deste trabalho foi estimular a ampliação do debate a respeito do meio ambiente e, em particular, da mata atlântica. Não se optou por uma linha de denúncia nem tampouco pessimista, senão pelo esforço de tentar mostrar um pouco da ameaça a esse bioma que, na maioria das vezes, foge à compreensão da sociedade.


É evidente que muito ainda há de ser dito, mas, se cada um puder levar adiante a produção do conhecimento que tenha adquirido, estará contribuindo para melhorar a vida de outros e, quem sabe, a sustentabilidade planetária. Às vezes é preciso convencer-se de que “um galo sozinho não tece uma manhã” e que a continuidade da existência humana passa, antes de tudo, pela conscientização de cada um.


Como bem demonstra o jornalista André Trigueiro (2005) “uma das características mais importantes da atual crise ambiental é que ela é global, internacional e, por conta disso, tem justificado um espaço cada vez maior na pauta das Nações Unidas (...)”. Nesse sentido, deve-se priorizar a educação como instrumento de construção de um novo homem, mais voltado para os problemas que cercam o uso indiscriminado dos recursos naturais, proativo em relação à defesa da biodiversidade, compromissado com as causas ambientais.


Tentou-se mostrar como a natureza responde positivamente a qualquer diminuição da agressão feita contra ela, mesmo que, para isso, demore muitos anos; daí a importância de atribuir aos mais jovens a missão de guardiões do que ainda resta de mata atlântica. Para tanto, faz-se cada vez mais necessária a participação da mídia nessa empreitada de levar aos quatro cantos do país a mensagem de que a preservação da natureza é obrigação de cada individuo.

Não há duvidas de que é a partir do esforço do conjunto, do engajamento coletivo e da participação ativa da sociedade que se poderá reverter o quadro de enfermidade por que passam algumas das mais importantes áreas florestais do planeta. Acreditar em programas como o MaB (Man and Biosphere) e Mata Atlântica, promovidos pela UNESCO e WWF, respectivamente, é extremamente saudável, posto que iniciativas como essas reafirmam que a conservação e a recuperação das ações já existentes, do que de suas substituições por outras.


Organizações como essas devem servir de ferramentas para abrir espaços em agendas, fóruns e seminários nacionais e internacionais em favor do meio ambiente. Enfim, se esta pesquisa alcançar a divulgação pretendida, terá cumprido a sua finalidade, isto é, levar, ao máximo de pessoas possível, o despertar de uma nova postura em relação à preservação do meio ambiente e, ao mesmo tempo, confiar ao sistema educativo a responsabilidade de construir outra visão de homem, mundo e sociedade sustentável.




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Jeiane Costa.
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Créditos especiais:

Informações extraídas do livro Dia mundial da ciência pela paz e pelo desenvolvimento, 10 de novembro: diversidade e desenvolvimento sustentável; trabalhos premiados 2008. – Brasília: UNESCO, 2008.
Ilustração: Jeiane Costa

domingo, 15 de julho de 2018

Para DESCOBRIR: # GASTRONOMIA MARANHENSE: Influências francesa


Ilustração 1

Olá pessoas queridas!

O Estado do Maranhão possui uma das culinárias mais ricas em sabores, aromas, cores e em sua história. Esse resultado é reflexo da gastronomia brasileira que, entre outros fatores, é a consequência da fusão aculturada de hábitos alimentares de diferentes grupos como o índio, o negro, o português, o francês, os árabes e os nordestinos. 



Diante dessa originalidade, convidamos você conhecer um pouco mais sobre a gastronomia maranhense com a influência francesa.


 Confira! 

Atualmente, a influência francesa na gastronomia maranhense gera discussão entre pesquisadores e historiadores. Do ponto de vista militar, historiadores defendem que os portugueses precederam os franceses na chegada ao litoral da Costa Norte desde 1535 quando aconteceu o desastre com a esquadra financiada por João de Barros e Aires da Cunha, os primeiros donatários beneficiados com as doações de Dom João III.

Para Carvalho, (2014) era notória a presença de franceses na Costa Norte do Brasil nos fins do século XVI e início do século XVII. Segundo ele, a frota francesa saiu do porto de Cancale em 19 de março e aportaram no litoral do Maranhão no dia 26 de junho de 1612, onde ancoraram os três navios da frota na pequena Ilha, a qual deram o nome de Ilha de Santa Ana, em frente da Ilha Grande, chamada pelos nativos de UPAON-AÇU.

Apesar de conseguirem chegar à Ilha Grande, sua tentativa de conquista da área foi frustrada, pois no ano de 1615 os franceses acabaram sendo expulsos no Maranhão pelos portugueses. Os franceses saíram sem abdicar pela apropriação de um pedaço de terra na América do Sul, alvo que conseguiram fixando-se na Guiana, fronteira com o Brasil.

Ilustração 2


Do ponto de vista gastronômico, no entanto, seu feito foi glorioso, pois, apesar da breve permanência na Ilha Grande, os franceses documentaram detalhadamente sua expedição. Segundo Cavalcanti (2007), “enquanto estiveram por aqui, comeram do bom e do melhor, explorando com método, gosto e uma maravilhosa ausência de preconceitos os recursos culinários da região. (...) não perdoaram sequer o sapo-cururu. ‘sua carne é incrivelmente branca e de bom paladar’ – anotou o frade d’Abville –‘vi muitos Fidalgos comerem-na com grande apetite’”.

Entre os anos 1780 e 1820, a Capitania do Maranhão experimentou uma posição ímpar no cenário econômico brasileiro. Jerônimo Viveiro afirmou que a riqueza trouxe uma elevação cultural e consequentemente modificações da sociedade maranhense. 

Ilustração 3

Segundo Lacroix, de imediato, houve uma reação às ideias advindas do movimento revolucionário francês. Em seguida, adquiriu-se o modelo de ensino francês, os costumes patriarcais da Província foram se modificando, o vestuário se transformou, adquiriu-se palavras francesas ao vocabulário, etc.

Toda essa influência abrangeu a culinária. Sobre esse aspecto, Lacroix afirma que o pesquisador João Lisboa comparou as antigas barracas de toldos de lona, fornecedoras de alimentos suculentos e abundantes, como costeletas, lombinho de porco, torta de camarão, peixe guisado e escabeche, com uma triste e solitária barraca instalada no largo dos Remédios, atendendo à
Nossa progressiva e refinada civilização que baniu esses focos de indigestão e borracheiras, e não sofre mais do que doces leves e delicados, as queijadas, os bolinhos de amor, os pães-de-ló de macaxeira, canudinhos, capelinhas, rebuçados, melindres e suspiros. A que todo o mundo se atira...(LISBOA, op. Cit., p. 289)

Lacroix ainda descreve que no cotidiano comumente usava-se bandejas de prata ou de faience o xerez para servir, o madeira, o champanhe de ouro ou de purpura, tócai, o lagrima cristi, a ambrosia, as capelas, trouxas de ovos, o leite creme, hatchis oriental à monte Cristo, os sorvetes gelados do Ocidente, o néctar dos deuses. Nada faltava nos casarões e era servido com a graça, presteza e ordem, ditadas pelas boas maneiras europeias.

Ilustração 4



Logo, acredita-se que as influencias que a gastronomia maranhense sofreu dos franceses foi de maneira indireta, apenas uma consequência do desejo dos maranhenses em manter viva essa singularidade, cultivando a ideia de que o Estado do Maranhão foi fundado e não invadido pelos franceses ao contrario do que relata a historia das outras cidades brasileiras.


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Você também pode gostar de ler:




Créditos especiais:
CARVALHO, João Renôr Ferreira de. Ação e presença dos portugueses na Costa Norte do Brasil no século XVII – a guerra do maranhão. Teresina: EDUFPI, e Ethos Editora, 2014.
CAVALCANTI, Pedro. A pátria nas panelas: historias e receitas da cozinha brasileira. São Paulo: ed. Senac São Paulo, 2007
LIMA, Zelinda Machado de Castro. Pecados da gula: comeres e beberes das gentes do Maranhão. 2 ed. Amp. – São Luis: instituto Geia, 2012
GASTRONOMIA MARANHENSE: influências geográficas e étnico-culturais. Amanda Sousa Silva Orientadora: Profª. Ms. Marilene Sabino Bezerra.
LACROIX,Maria de Lourdes Lauande. A Fundação Francesa de São Luis e seus mitos.
Ilustrações: Jeiane Costa

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